O papel do Laerte para as alegorias sobre liberdade que eu crio na minha mente é essencial. Sempre penso na expressão de si através da sua criatividade, sobre o vestir, sobre acessar livremente todas as facetas da sua própria personalidade. Sobre tentar descobrir seus bloqueios, desfazer as naturalizações de comportamento na direção da descoberta do que você realmente quer fazer. Eu vou extrapolando até que tudo isso culmina na minha necessidade mais básica e constante. Correr, à vontade, sem propósito de cumprir horários ou direções determinadas, sem convenções. Ficar propriamente suado, correndo até encontrar qualquer coisa que me pare por boa intenção. E sentar somente para descansar, ver ou escutar, mas nunca sentar por sentar. A fantasia maior sobre tudo isso é que se torne atávico, que em algum momento no tempo a livre expressão já não tenha sua ascendência determinada, que seja remota, e se torne dominante, mas sem normas. (Um beijo para as Normas. Não fiquem ofendidas, queridas)